Domingo, 20 Agosto 2017
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Enduro Extreme Challenge

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Passeios do Clube
Nariz do Mundo 2012

Volta ao Nariz do Mundo e a queda de Zundapp.

Conforme o plano anual do Rota Dura dia 18 de Março de 2012 encontrá-mo-nos no BP de Lordelo para um passeio ao Nariz do Mundo.
Eu, o presidente José Ferreira, o Mário Brás, o Carlitos e o Paulo Cabral, mais conhecido pelo Paulo Maranus. Nem posso crer, tudo com KTM.
Iniciei o dia logo com um problema, o parafuso do meu selector de velocidades partiu quando tentei aperta-lo melhor (nabice mecânica pura), quase que entrei em pânico. Telefonei ao Nando, apesar de não ele ir ao passeio, e ele não atendeu. Telefonei à mulher do Nando e consegui. Resolveu-me depressa o problema. Obrigado Nando e Desculpa Maria João pelo telefonema às 7:30am.

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Quando cheguei à BP já passava da hora combinada, cumprimentos e foto da praxe e seguimos pelo percurso pelo lado de Borbela. Mal chegamos ao trilho da água, que fazemos quase todos os domingos, tivemos de apertar o selector da KTM do Paulo, um pouco mais acima em Relva a mesma KTM começou a ficar sem embraigem devido a um problema hidráulico, ainda assim o corajoso do Restaurante Maranus não desistiu e resolveu continuar. Bravo! Aqui está ele na foto.

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Pode-se pensar ser uma decisão fácil, pois tratava-se de um passeio, mas o facto é que o percurso marcado tinha muitos trajectos técnicos, com muita pedra solta, muitos empedrados, muitas zonas sinuosas lentas, muitos single tracks... e poucos estradões rápidos. Está é a principal beleza do percurso, que associado à belíssima paisagem e ao factor gastronómico, torna este passeio obrigatório de repetir no futuro.

Depois de Relva passamos por Testeira, onde fizemos uma espetacular descida pelo empedrado até quase ao campo de futebol e seguimos em direcção de Samardã que fizemos pelo percurso pedestre do Fojo do Lobo, mais uma zona muito técnica. Aqui encontramos um bonito exemplar da vida quotidiana da Zona do sexo feminino segundo o habitante que a acompanhava.

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Após Samardã subimos a encosta do Alvão por estradão com piso escorregadio e cheio de cotovelos. Quando chegamos ao topo a temperatura baixou drasticamente e havia vestígios de neve no chão.

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A passagem pelo Alvão vez-se sempre por caminho, respeitando o Parque, mas por um caminho fantástico que convidou a alguma velocidade mas exigiu muita atenção, pois existiam muitas pedras soltas e fixas. Também se passaram algumas bonitas linhas de água que atravessavam os caminhos.

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Quase chegados a Alvadia fizemos uma subida de pedras soltas que fez tombar o Carlitos. Fruto dessa queda tivemos de reparar o seu selector de velocidades. Nada que um arame e muita fita americana, bens essenciaveis na bolsa de um bom endurista, não resolvessem. Após Alvadia chegamos ao reservatório de água da central hídrica de Cerva, Rio Poio. Descemos pelo famoso empedrado até Cabriz, sempre com o tubo de água da hídrica à vista.

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De Cabriz a Cerva é um salto, mas é difícil percorrer por trilhos pois existem muitas vedações, muros e portões. As zonas cultivadas são no geral mais difíceis de atravessar. Por isso quase sempre por alcatrão demoramos poucos minutos a chegar a Cerva e ao único porto de abastecimento.

Na semana anterior tinha telefonado para o posto mas, o desconfiado dono do posto, não me queria dizer por telefone se estaria aberto ao Domingo. A que ponto chegamos em Portugal. Imaginem, tinha medo que essa informação fosse para alguém mal intencionado que o quizesse assaltar. Ainda tivemos tempo para um fino e umas batatas fritas, e para conversa com a jovem do posto que tinha aliança de noiva no dedo anelar da mão direita, mas não estava nem noiva nem casada. Seria para confundir os forasteiros? Momentos de riso...

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Depois de abastecidos tomámos a direcção de Formoselos, tivemos de ultrapassar a A7, o percurso estava marcado por baixo de uma das suas enormes pontes. É aqui que surge o primeiro grande erro do trajecto, no Google estavam marcados caminhos antigos, talvez da obra da ponte, que agora estavam completamente fechados, pela vegetação, por falta de uso. Foi neste momento que se praticou um pouco de extreme, pondo à prova as capacidades e técnicas adquiridas nos domingos de manhã. Mesmo assim, e acreditem que fizemos grande esforço, não se conseguiu prosseguir pelo “track” marcado. Tivemos de voltar para trás, e por alcatrão, apanhar o trajecto mais à frente. Fica uma foto do Paulo a subir uma das dificuldades desta parte do percurso. Do Carlitos a empurrar na mesma subida.

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Do pessoal a descansar depois de empurrar e do muro que tive de subor para pouco depois perceber que não podíamos continuar.

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Podem ficar descansados que já melhorei esta parte do percurso, para a próxima já não voltamos para trás.

Chegados a Formoselos seguimos até Agunchos por paralelo, e aqui seguimos por um trilho “cinco estrelas”, rápido, com várias poças de água, com alguma areia, algum saibro escorregadio muito liso, com muitas curvas e saltos. Mais um trilho fantástico! Logo após surge a ponte que nos permitiu passar o Tâmega. a Ponte em Cavez. Logo após a ponte surge a Praia Fluvial, local de encontro da Ribeira de Moimenta com o Tâmega. Local muito simpático para, com outras temperaturas, dar uns mergulhos.

É aqui a porta de entrada para a Serra da Cabreira onde se poderá admirar a saliência rochosa a que se dá o nome de Nariz do Mundo. Muitos acham que o nome, Nariz do Mundo, vem do nome do restaurante, mais foi antes este que o que adoptou. Desta vez a escolha do Restaurante não foi essa, iríamos antes a Arco de Baúlhe. Local mais sossegado, com a gastronomia mais cuidada, onde o atendimento é personalizado e não de massas onde param excursões de autocarros para almoçar à fartazana.
A Serra não é fértil em povos, ainda assim passamos em Vilela e Meijoadela. foi aqui que tivemos de abrir uma cancela para passar. Parte do trajecto que fizemos estava fitado e tinha vestígios da passagem de um Raid na Zona. Podera, o percurso é lindo. Passamos bastante ao lado da aldeia de Uz e no ponto mas a norte de todo o passeio andamos apenas uns metros em alcatrão para entrar na famosa calçada ou empedrado que noz faz passar pelo Rio Batoco. Foi aqui que surgiu a grande avaria. A KTM do Paulo, que já tinha rolado quase 90km sem embraiagem, foi abaixo e ninguém a conseguiu pegar. Não tinha bateria e de Kicks parecia ter muito pouca compressão, tal era a facilidade com que esta baixava.

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E logo aqui... como podem imaginar na passagem da linha de água é ponto mais baixo, para trás uma boa subida e para a frente outra igual ou pior.
Desistimos de a tentar pegar e toca a empurrar, ainda tentamos fazer uma corda com o casaco do Paulo, mas sem sucesso. Empurrar a moto à mão por ali acima era difícil, mesmo com três, porque subia muito mas a roda da frente ficava muitas vezes presas na pedras da calçada. Combinamos que iria à aldeia, ali perto, Moscoso, tentar arranjar uma corda, mas em vez disso logo após a subida arranjei uns bons metros de arame forte. Já quando voltava para trás, de arame enrolado a tiracolo como uma carteira de senhora aparece o Paulo a subir o empedrado. Para meu grande contentamento, a moto ressuscitou. O Mário Brás resolveu fechar a gasolina, “bombar” mais umas “kicksadelas” e a moto,que entretanto já estava fria, resolveu pegar.

Eram 14:30 e tínhamos chegado à aldeia de Moscoso, local onde se inicialmente tinha programado para parar para almoçar, mas como já se explicou anteriormente se alterou para O Caneiro em Arco de Baúlhe. Assim metemos mãos à obra e decidimos continuar após telefonar para o restaurante. A simpática funcionária disse que fechavam às 15:00h mas que esperariam por nós com a comida pronta. Isto sim, é forma de receber!

Para sair de Muscoso e agora em direcção Sul (direcção a casa) seguimos por mais um empedrado. O caminho segue depois quase em linha pelo cume do monte até Formigueiro. Aqui passamos a aldeia e o caminho volta a ser empedrado mas desta vez quase sempre murado. Parece uma via lenta empedrada que dá acesso aos campos a sul da aldeia. Caminhos limpos e bem tratados. Infelizmente depois dos campos o caminho desapareceu e só com alguma insistência conseguimos perceber que existia caminho mas estava fechado. O nosso objectivo era passar para o para o outro monte a oeste, mas na linha de água existente entre os montes a vegetação impedia-nos de continuar. Este revés fez-nos perder minutos que não tínhamos, mas fez-nos voltar a percurrer o bonito trajecto empedrado até Formigueiro onde apanhamos a estrada de Asfalto até Cambeses. Fica a promessa de resolver este problema de navegação para a próxima não deixar de fazermos parte deste trajecto. Os meus companheiros de viagem começavam a ficar impacientes do estômago e com falta de confiança no navegador que sabia estar perto da pausa prometida.

De Cambeses a Chacim passamos pela Aldeia Rio Douro, por um percurso que também estava fitado, já era o segundo. Quase sempre dentro de um eucaliptal, o trajecto estava limpo e bem marcado pela organização do passeio. Era sem dúvida alguma bem escolhido, apesar de ser quase sempre a descer, era em pedra lisa e escorregadia, cheio de folhas de eucaliptos e alguns ramos, muito divertido de fazer.

Chegados a Chacim não consegui conter os ânimos do pessoal, tive de seguir por asfalto até Cabeceiras de Basto e depois Arco de Baúlhe. 11,5 Km de Asfalto em vez de 4,5 pelo monte, fiquei triste mas tinha de ser...

Ver no mapa a verde o caminho pelo monte a a vermelho o caminho pela estrada.

O Malta eu estava mesmo a dizer verdade... 5 minutos pelo monte e estaríamos a almoçar....

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Conforme prometido pela simpática funcionária, que até me deu dois beijinhos, a mesa estava posta para os cinco e a entrada foram logo os pratos principais. Arroz de Polvo no Forno e Cabrito Assado servidos como deve ser, nos tachos e Travessas de Barro onde se cozinham, tudo bem quente. Bebemos vinho verde, eu preferi o tinto bebido pela malga. De sobremesa o doce da casa, uma espécie de crepe com claras batidas e doce de óvos que nos pôs nas nuvens. Chegamos às 15:20h e saímos de lá às 17:00h pelo meio ficaram também 5 garrafas de vinho. O que nos valeu foi a boa comida. A companhia estava óptimo mas tínhamos de regressar, não antes de pagar 19€ por pessoa, muito em conta para a qualidade, também, sem antes dar mais dois beijinhos à simpática cozinheira que reclamara o nosso atraso, não por se querer ir embora, mas por achar que o cabrito estava passado demais. (Para mim não estava).

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Depois do almoço duas desistências,... o Paulo na sua marterizada KTM perferiu regressar pelo asfalto e o Mário Brás por simpatia ou por vontade de regressar, ainda estou para saber. Afinal os 100km anteriores foram quase todos de exigente pilotagem, pouco estradão e muitos trilhos técnicos e de piso duro.

Nós, os do “Monte” depois de abastecer seguimos em direcção a Atei, Mondim de Basto ganhando tempo por asfalto para compensar o demorado Almoço. O Zé Ferreira mostrava inícios de stress pelo facto de estar a ficar tarde, mas eu sabia que se mantivesse-mos o ritmo e se atalhássemos aqui e ali chegaríamos a Vila Real ainda com sol. E assim foi.

Quase depois de Mondim de Basto, em Paradança voltamos ao trajecto. Sobimos até ao Alto do Courisco de onde se pode apreciar uma bonita paisagem, inclusivé o Alto de Nossa Senhora da Graça. Neste trajecto subimos ainda um dos maiores corta-fogos da zona.

Alto-do-Courisco

Seguíamos em direção este até às Fisgas de Ermelo, o nosso objectivo era Varzigueto que ficava na outra margem do Rio Olo Passamos o rio na ponte antes de Varzigueto e seguimos por estrada até Fervença. Em Fervença apanhamos o trajecto que estava marcado até Arnal. Mais directo não podia ser, da posição em que estávamos seguíamos perto do azimute traçado para Vila Real. Na descida para Arnal o Carlitos deu um pequeno tombo sem grandes consequências, a força começava a faltar para um percurso tão exigente. Sim, estamos a falar da famosa subida, neste caso descida da fonte de Arnal até ao estradão por trás do lago.

Finalmente rolamos até Relva sempre pelo Monte, depois Lordelo e finalmente paramos para a última foto do dia na BP de Lordelo que aqui não consta por ter pouca luz.

Mas a crónica não acaba aqui! E os companheiros do “asfalto”.

No percurso até casa, nos semáforos do cruzamento do restaurante maranus encontro o Luís, irmão do Paulo. Prontamente me disse que ía buscar o irmão a Vila Pouca de Aguiar. Curioso, quando cheguei a casa, telefonei ao Paulo que estava parado à espera do Irmão. Foi então que me contou que a moto tinha avariado antes de chegar a Vila Pouca, em Santa Marta da Montanha, e que tinham parado num café. O dono do café, simpático, guardava a moto do Paulo e este seguiria de Boleia com o Mário, mas... parece que o Mário tinha o pneu em baixo. Assim, decidiram telefonar ao seu irmão Luís para o ir buscar. Nesse entretanto um cliente do café prontificou-se a dar boleia ao Paulo até à rotunda de Vila Pouca, local onde se encontraria com o irmão.

Agora é para rir mesmo!

Paulo pagou o consumo do café que entretanto fizera e quando saiu para fora do café não encontrou o tal cliente da boleia, voltou para dentro do café e perguntou pelo senhor. Disseram-lhe que ele estava lá fora à espera dele. Saiu novamente e quem viu. O tal cliente estava sentado numa Zundapp à espera do Paulo, que nem queria querer na boleia que tinha arranjado.

Conta o Paulo: “...lá me sentei com algum receio. O homem arrancou, meteu primeira, segunda e terceira, mas passados 40 metros estávamos no estatelados no chão... rebentou um pneu.” “...ainda tentei segurar a moto com os pés no chão, mas o homem não consegui controlar a zundapp. O que me valeu foram as protecções.”

Estive pelo menos 5 minutos às gargalhadas, mas ainda me ri mais quando telefonou o Nuno Real e tive de lhe contar. Quase não conseguia controlar o riso na altura em que lhe contei da boleia da zundapp. Depois ainda tive de lhe contar da queda e aí ainda me ri mais.

Obrigado malta pela comapanhia...

Paulo, mas valia a boleia com o pneu baixo do Mário... do que na zundapp do homem do café de Santa Marta da Montanha. Merci pela companhia e parabéns pela persistência... és um bom endurista a precisar de cuidar melhor da montada.

Mário, devias saber que mais vale uma KTM de roda baixa do que uma zundapp conduzida por um homem saído de um café ao fim do dia... talvez depois de ter bebido uns copos de vinho verde tinto caraterístico da região. Precisas de melhorar a forma física, estavas cansadinho à hora do almoço.

Carlitos. Bom andamento constante e a melhorar de rítmo. Bom parceiro, calmo e confiante. Não me abandonas-te quando todos queriam ir por asfalto, valeu! Gracias pela companhia.

Zé Ferreira. Fiz o percurso a pensar em ti, quase sem estradões. Gostei quando te ouvi disseste “...não sabia que existiam tantos bons caminhos por aqui...”. Sei que não aprecias viagens tão grandes, e “stressas” com a falta de luz no fim do dia. Mais confiança em quem navega que também está preocupado com isso. És sempre bom companheiro por isso em dinamarquês para ti. Dank u

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